Dezembro de 2014 / Econômica / Artigo

O BRASIL QUE QUEREMOS

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Autor(es):

Celso Furtado

Data da Publicação:Dezembro de 2014

Dimensão: Econômica
Tipo: Artigo
O presente documento tem como fonte de inspiração os debates e os materiais produzidos no âmbito de dois seminários – Brasil em Perspectiva I, realizado em outubro de 2013 e Brasil em Perspectiva II, realizado em julho do corrente ano – promovidos pelo Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI. Ele expressa as reflexões de um numeroso grupo de intelectuais alinhados com o pensamento desenvolvimentista contemporâneo e tem o propósito de contribuir ao debate atual sobre as opções estratégicas do Brasil para enfrentar as restrições impostas pelas transformações na estrutura e dinâmica da economia mundial e, ao mesmo tempo, consolidar e aprofundar os avanços obtidos nos últimos anos, especialmente na esfera social. As análises e propostas contidas no texto gravitam em torno de uma ideia central, já trabalhada anteriormente por Celso Furtado em vários de seus escritos e retomada recentemente pelo professor João Manoel Cardoso de Melo, em uma de suas participações no documentário “Um sonho intenso”, dirigido por José Mariani: dadas as especificidades da nossa realidade social, nossa história, nossa cultura, nossas potencialidades, qual é o tipo de sociedade que queremos construir no Brasil? Esse é o ponto de partida para a reflexão sobre o nosso futuro, para a identificação e hierarquização das nossas prioridades e para a construção de uma plataforma política que dê sustentação ao esforço de desenvolvimento e permita equacionar os imensos desafios que temos pela frente. As ideias e propostas aqui apresentadas são uma tentativa de sistematizar os alcances, implicações e desdobramentos, em termos de políticas públicas, de uma dada visão da sociedade brasileira que desejamos, que não tem a pretensão de ser a única, mas é a que consideramos a mais adequada para o País. Esperamos com isso contribuir para uma discussão qualificada e objetiva sobre os caminhos do nosso desenvolvimento.

“Impõem-se formular a política de desenvolvimento com base numa explicitação dos fins substantivos que almejamos alcançar, e não com base na lógica dos meios imposta pelo processo de acumulação comandado pelas empresas transnacionais. A superação do impasse com que nos confrontamos requer que a política de desenvolvimento conduza a uma crescente homogeneização de nossa sociedade e abra espaço à realização das potencialidades de nossa cultura”... “Numa palavra, podemos afirmar que o Brasil só sobreviverá como nação se se transformar numa sociedade mais justa e preservar sua independência política.”
Celso Furtado
(Em busca de novo modelo, São Paulo: Paz e Terra 2002)

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